Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Influence of Perioperative Handoffs on Complications and Outcomes – Advances in Anesthesia 2021

Impacto da Passagem de Plantão nas Complicações dos Pacientes Cirúrgicos e seus Resultados Clínicos

“Vamos juntos melhorar a segurança dos nossos pacientes cirúrgicos. Implemente passagens de plantão estruturadas e padronizadas na sua equipe!”

Resumo do Artigo:

O artigo intitulado “Influence of Perioperative Handoffs on Complications and Outcomes”, publicado em 2021 e escrito por por Amanda Burden, MD, FSSHa, Christopher Potestio, MDb, e Erin Pukenas, MDb, aborda a importância das passagens de plantão (handoffs) perioperatórias na assistência a pacientes cirúrgicos. Cerca de 75 a 90% dos eventos sentinelas ocorrem devido a falhas de comunicação durante a passagem de plantão. Assim, a sistematização deste tipo de transição de cuidados relaciona-se, diretamente, com a qualidade da assistência e segurança dos pacientes. 

As passagens de plantão são definidas como a transferência segura de informações e responsabilidade pelo cuidado do paciente de um profissional de saúde para outro. Esta é destacada como fundamental na assistência dos doentes. A interrupção ou incompletude desse processo pode levar a complicações significativas e impactar negativamente o desfecho dos pacientes. 

Os autores ressaltam a relevância de incorporarmos protocolos institucionais compostos por passagens de plantão estruturadas, padronizadas e efetivas à nossa prática clínica no intuito de minimizar erros, garantindo a continuidade dos cuidados do paciente ao longo de toda sua jornada, além de um plano terapêutico unificado. 

 

Fases da Comunicação Durante o Atendimento de um Paciente Cirúrgico

 

Fases da Passagem de Plantão Profissionais envolvidos Momento do Cuidado
Antes da cirurgia ou

procedimento:

Discussão sobre o histórico médico do paciente,

situação atual de sua saúde e

procedimento planejado

Estabelecimento de um plano terapêutico integrado entre cirurgiões, anestesistas, intensivista e equipe multiprofissional. Antes do início do procedimento
Durante a cirurgia: 

Discussão sobre o andamento do procedimento e objetivos/desafios a serem ultrapassados até o final da cirurgia.

Abordagem sobre a cirurgia realizada entre cirurgiões, anestesistas e equipe multiprofissional do centro cirúrgico Do começo ao fim do procedimento. Principalmente nos momentos críticos.
Término da cirurgia:

Antecipe possíveis problemas no PO e estabeleça um plano de ação. Definir um plano terapêutico para o PO.

Comunicação verbal e escrita do cirurgião, anestesista e equipe multiprofissional para a Equipe que irá cuidar no PO (UTI) Ao final do procedimento
Preparo para encaminhar o paciente do centro cirúrgico para a UTI:

Check list de equipamentos.

Confirmar o local para onde o doente será encaminhado.

Realizar a transferência do doente 

Equipe Centro cirúrgico para a UTI => Equipamentos necessários para o suporte na UTI, breve histórico de eventos ocorridos durante o procedimento. Transição do centro cirúrgico para a UTI
Passagem de plantão formal para a equipe da UTI. Estabelecimento da continuidade dos cuidados e transferência da responsabilidade.  Passagem de plantão estruturada por escrito (prontuário eletrônico ou ficha) e verbal da equipe do centro cirúrgico (cirurgião, anestesista, equipe multiprofissional) para o time da UTI (médico/equipe multiprofissional).

Após receber o caso, a equipe da UTI realizará um Huddle. 

Transferência do doente para a UTI após sua chegada na unidades.

Benefícios de uma passagem de plantão efetiva:

  • ↓ Erros de comunicação
  • ↑ Segurança do paciente
  • Melhoria contínua da qualidade do cuidado, assim como dos fluxos e processos institucionais.

Referência Bibliográfica:

A Burden, C Potestioet al; Influence of Perioperative Handoffs on Complications and Outcomes Advances in Anesthesia 39 (2021) 133–14

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34715971/

Compartilhe

Alguma dúvida?

Mande sua pergunta aqui

Espiritualidade em Saúde

A importância da espiritualidade no cuidado ao paciente, família e equipe

Falando de espiritualidade com meu paciente

Anamnese Espiritual – como realizar?

Ferramentas de Avaliação de Espiritualidade em Saúde

Traçando um plano de suporte e assistência espiritual

Luto:

“Entendendo o Luto: da teoria à prática, sempre compassivos.”

Conceitos

Como elaboramos o luto

Luto Antecipatório, Luto Natural, Luto Complicado: o que é e como abordar

Como abordar a morte com crianças

Comunicação de óbito (esperado/inesperado):

“Compaixão e Clareza: Abordagens Sensíveis ao Comunicar um Óbito.”

Importância de comunicar o óbito de forma adequada

Como fazer?

Estratégias para comunicar um óbito (presencialmente, à distância e para crianças)

Protocolos sistematizados a serem incorporados à sua instituição com aplicação, extremamente, prática.

Conspiração do Silêncio :

“Seria esse um muro intransponível?”

Conceito de Cerco ou Conspiração do Silência

Como identificar nas situações clínicas do dia-a-dia

Estratégias para lidar com a conspiração do silêncio durante a assistência

Definindo os objetivos do cuidado:

“Alinhando Expectativas: Estratégias para Estabelecer Objetivos de Cuidado Centrado no Paciente.”

O que são os objetivos do cuidado

Quando iniciar a discussão dos objetivos de cuidado

Como estabelecer os objetivos do cuidado

Processo de Tomada Decisão:

“Navegando Juntos: Comunicação Colaborativa em Prol de Decisões Compartilhadas.”

Como fazer e com quem discutir

Roteiro para a tomada de decisão

Tomada de decisão centrado no paciente: incluindo os valores e preceitos do doente no processo.

Armadilhas do processo

Estratégias para promoção da cultura institucional da inclusão e respeito às diversidades.

“Cultivando a Inclusão: Estratégias para Respeitar e Valorizar a Diversidade no Ambiente de Saúde.”

Habilidades para a promoção de uma cultura organizacional inclusiva e diversa

A linguagem da diversidade aplicada à assistência à saúde

Como integrar a pluralidade ao cuidado de cada segurado

Como cultivar o respeito e promoção da inclusão entre as equipes assistenciais

Comunicação de Evento Adverso e Complicações relacionadas ao tratamento:

“Gerenciamento de Complicações e Eventos Adversos: Como Definir uma Estratégia de Comunicação Apropriada?”

Investigação, avaliação e classificação do evento/complicação

Como realizar as entrevistas (profissionais de saúde, paciente, familiares)

Como estabelecer uma estratégia de plano de ação onde todos estejam engajados e focados na segurança do paciente.

Família Difícil:

“Comunicação Eficaz com as Famílias mesmo nos Momento mais Desafiadores.”

Estabelecendo uma Base de Confiança: técnicas para fortalecer o vínculo e iniciar conversas difíceis com as famílias

Comunicação efetiva com a família mesmo em situações críticas

Diálogo Colaborativo: envolvendo os familiares no Plano de Cuidado

Conferência Familiar:

“Como Conseguir Sucesso nas Conferências Familiares : Estratégias e Protocolos Efetivos.”

Quando indicar

Como estruturar

Quem deve participar

Qual a Frequência

Protocolos sistematizados para uma conferência familiar

“Conectando Cuidados: Comunicação Estratégica para Transições Seguras.”

O que é transição de cuidados Impacto da transição de cuidados adequada durante a assistência

Quais são os momentos da transição de cuidados

Passos para uma transição de cuidados segura e efetiva

Protocolos sistematizados de transição de cuidados aplicados à prática

Gestão de Conflitos entre Profissionais de Saúde e Familiares/Pacientes:

“Habilidades Comunicativas que visam Prevenir Conflitos, Criar Soluções Construtivas e impactar os nossos Pacientes.”

Bases para gerir um conflito e buscar uma solução construtiva

Como separar os problemas das pessoas

Posições versus Interesses

Método colaborativo de resolução de conflitos, como aplicar à assistência de um paciente.

Como prevenir um conflito? Uma missão possível?

 

Além da Razão

Como lidar com as emoções durante os conflitos

Como ser firme com os méritos, mas seguir gentil com as pessoas

 

Negociações eficazes para profissionais de saúde – Metodologia Harvard

Antes: preparando-se para um negociação

Durante: na sala de negociação / desafios comuns

Pós-jogo: aprendendo e aperfeiçoando a cada conflito

 

Transição do Cuidado (Passagem de plantão, Transferências entre unidades e hospitais, Desospitalização):

Comunicação de Más Notícias :

“Além das Palavras: A Arte de Comunicar Más Notícias com Delicadeza, Respeito e Eficiência.”

O Quê, Como, Quando e Porquê ouvir e falar.

Qual a importância de saber comunicar uma má notícia?

Protocolos sistematizados de comunicação de más notícias.

Técnicas para comunicar uma má notícias sem sofrer com a síndrome de: “Morte ao Mensageiro”

Comunicação Interdisciplinar:

“Juntos Trabalhamos Melhor.”

Conceitos

Barreiras e benefícios da comunicação entre os diferentes profissionais

Estratégias para uma comunicação interprofissional efetiva

Como estabelecer um plano terapêutico integrado entre todos os profissionais de saúde.

Técnicas para realizar uma visita multidisciplinar rápida e efetiva.

Comunicação não violenta (CNV):

“Conexões genuínas e compassivas entre profissionais de saúde, pacientes, familiares.”

O que é a CNV ?

O passos essenciais para a CNV

Como aplicar a CNV à assistência à saúde

CNV na gestão de conflitos entre profissionais de saúde, pacientes e familiares.

Fundamentos da Comunicação:

“Explorando as bases da Comunicação para Transformar o Cuidado do seu Paciente.”

Propedêutica da comunicação efetiva – construindo significados

Como construir o diálogo em saúde

Linguagem verbal, paraverbal e não- verbal

Dr. Ramon Costa

Dr. Pedro Medeiros